Data: 26/11/2013
Mês: Novembro
Ano: 2013
A Comissão Europeia publicou hoje o Relatório Anual 2012/2013 das PME Europeias. Este relatório fornece uma visão geral sobre a dimensão, estrutura e importância das PME para a economia europeia e a sua contribuição para o crescimento e para emprego, como enfatizado na estratégia Small Business Act.
 
O relatório conclui que as PME europeias foram significativamente mais resilientes do que as grandes empresas à crise de 2008, especialmente em termos de emprego. No entanto, depois da crise, as grandes empresas lideraram a recuperação em termos de produção (valor acrescentado bruto) e a partir de 2012 ultrapassaram as PME também em termos de emprego. As PME, que perderam comparativamente menos postos de trabalho nos anos anteriores, passaram (segundo o relatório) por uma fase difícil em 2012.
 
Assim, a diferença de desempenho do valor acrescentado das PME e grandes empresas ao longo do período 2008-2012 reflete a fraqueza da procura interna, que é um mercado importante para as PME, enquanto as grandes empresas beneficiaram de um melhor desempenho das exportações.
 
As PME no sector dos serviços, caracterizado por menores barreiras à entrada, apresentaram um desempenho melhor do que as PME do sector da indústria transformadora. O fraco desempenho das PME no setor industrial é explicado pela forte queda dos investimentos em formação de capital e inovação causada por condições de crédito difíceis e a fraqueza da procura interna.
 
O relatório conclui ainda que as PME continuam a suportar mais os custos da crise que as grandes empresas e que isso exige uma mudança na formulação de políticas para as PME por forma a dar o impulso necessário para a sua recuperação. Alguns dos ingredientes essenciais necessários para as PME recuperarem são políticas harmonizadas, melhores condições de acesso a financiamento, uma atenção adequada às políticas de mercado de trabalho, uma diminuição dos pagamentos em atraso e maior simplificação administrativa. Na verdade, países caracterizados por um ambiente de negócios amigável, infraestruturas modernas e uma força de trabalho altamente qualificada espera-se que recuperem muito mais rapidamente para níveis pré-crise.
 
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