Data: 21/11/2017
Mês: Novembro
Ano: 2017

O Banco de Portugal publicou ontem os indicadores económico-financeiros das empresas não financeiras privadas relativos a 2016. Segundo o BdP a rendibilidade dos capitais próprios das empresas não financeiras privadas situou-se, em 2016, em 7,9%, mais 0,8 pontos percentuais (p.p.) do que o observado em 2015 (Gráfico 1).

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           (Gráfico: Banco de Portugal)

A autonomia financeira (capital próprio/ ativo) aumentou 1,1 p.p., para 33,0%. O peso dos empréstimos no total do ativo reduziu-se 1,2 p.p., para 31,8%. O custo da dívida (juros suportados / financiamentos obtidos) situou-se em 3,4%, o que corresponde a uma redução de 0,3 p.p.

A redução do endividamento e do custo da dívida e o aumento da rendibilidade resultaram numa melhoria generalizada dos rácios de financiamento. Em particular, o rácio de cobertura de juros suportados (EBITDA / juros suportados) passou de 5,2 para 6,1. Em termos de indicadores de risco, em 2016, verificou-se uma redução das percentagens de empresas com EBITDA negativo (1,5 p.p. para 31,8%), com juros suportados superiores ao EBITDA (1,2 p.p. para 13,4%) e com resultados líquidos negativos (1,9 p.p. para 37,8%) (Gráfico 2). A percentagem de empresas com capital próprio negativo reduziu-se em 0,9 p.p., para 27,9%.

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              (Gráfico: Banco de Portugal)

Nota1: Os dados publicados incorporam revisões desde 2006, incluindo uma revisão extraordinária com impacto sobre o setor das atividades de consultoria, técnicas e administrativas.

Nota2: EBITDA=Resultado antes de depreciações e amortizações, juros suportados e impostos.

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