Data: 11/10/2021
Mês: Outubro
Ano: 2021

A economia portuguesa apresentou, no ano acabado no 2º trimestre de 2021, uma capacidade de financiamento de 0,3% do PIB.

Este resultado reflete as capacidades de financiamento dos particulares e das sociedades financeiras (respetivamente de 5,2% e 1,7% do PIB) que, em conjunto, excederam as necessidades de financiamento das administrações públicas e das sociedades não financeiras (respetivamente de 5,8% e 0,8% do PIB).

Em comparação com igual período de 2020, a capacidade de financiamento da economia portuguesa diminuiu (tinha sido de 1,2%). Esta redução reflete, sobretudo:

- O aumento da necessidade de financiamento das administrações públicas (passou de -1,9% para -5,8%);

- A redução da necessidade de financiamento das sociedades não financeiras (passou de -3,9% para -0,8%);

- A redução da capacidade de financiamento das sociedades financeiras (passou de 2,2% para 1,7%);

- O aumento da capacidade de financiamento dos particulares (passou de 4,9% para 5,2%).

 

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No final do 2º trimestre de 2021:

- Os ativos financeiros líquidos dos particulares e das sociedades financeiras eram de 140,2% e 2,9% do PIB respetivamente (133,3% e 1,2% no 2.º trimestre de 2020);

- Os ativos financeiros líquidos das administrações públicas e das sociedades não financeiras eram de -110,6% e -133,9% do PIB (-104,9% e -132,3% no 2.º trimestre de 2020).

As evoluções referidas refletem as transações e outras variações de volume e preço no período em análise.

A economia portuguesa apresentava uma posição financeira líquida face ao resto do mundo de -101,4% do PIB, que compara com -102,8% do PIB no final do trimestre homólogo de 2020.

 

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