Em 2025, as transações de IDE totalizaram 8,5 mil milhões de euros (13,1 mil milhões de euros em 2024). O investimento realizado no capital de entidades portuguesas ascendeu a 11,9 mil milhões de euros, dos quais 3,9 mil milhões de euros corresponderam a investimento imobiliário. Já o investimento em instrumentos de dívida foi negativo em 3,4 mil milhões de euros, refletindo, em parte, operações de reorganização de grupos económicos.
Numa perspetiva de contraparte imediata, os países europeus foram os principais investidores em Portugal neste período (5,8 mil milhões de euros). Destacaram-se o Luxemburgo (1,1 mil milhões de euros), o Reino Unido (0,9 mil milhões de euros) e a Alemanha (0,8 mil milhões de euros).

(Gráfico: Banco de Portugal)
Em 2025, as transações de IPE totalizaram 6,7 mil milhões de euros (7,6 mil milhões de euros em 2024). Este valor é explicado pelo investimento realizado no capital de entidades não residentes, que ascendeu a 4,2 mil milhões de euros, e pelo investimento de 2,5 mil milhões de euros em instrumentos de dívida. Numa perspetiva de contraparte imediata, destacou-se o investimento realizado em países europeus (5,8 mil milhões de euros), em particular, nos Países Baixos (2,3 mil milhões de euros), em Espanha (1,7 mil milhões de euros) e em França (0,6 mil milhões de euros).
No final do ano de 2025, o stock de investimento direto do exterior em Portugal (IDE) era de 213,7 mil milhões de euros, enquanto o investimento direto de Portugal no exterior (IPE) totalizava 78,6 mil milhões de euros. Estes montantes representavam, respetivamente, 70% e 26% do PIB português.

(Gráfico: Banco de Portugal)
A análise conjunta do investimento direto por contraparte imediata e final permite identificar:
- Países que servem de intermediários, como Países Baixos, Luxemburgo e Espanha. Nestes casos, o valor do investimento direto em Portugal na perspetiva do investidor final é inferior ao observado na ótica da contraparte imediata;
- Países como França, Estados Unidos e Reino Unido, que utilizam outros mercados como veículos para investir em Portugal, nomeadamente os referidos no ponto anterior. Para estes países, o valor do investimento direto em Portugal na perspetiva do investidor final é superior ao do investimento direto na ótica da contraparte imediata;
- A situação em que o investidor final é Portugal. Este fenómeno é denominado "round tripping" (quando o investidor final coincide com o país do investimento) e corresponde a investimento com origem e destino em Portugal que é canalizado através de entidades intermediárias residentes noutros territórios, como os Países Baixos ou o Luxemburgo.

(Gráfico: Banco de Portugal)
No final de 2025, a Grande Lisboa era a região que concentrava o maior valor de IDE: 113,2 mil milhões de euros (105,4 mil milhões de euros em 2024). Seguiam-se o Norte, com 37,2 mil milhões de euros (36,6 mil milhões de euros em 2024), e o Algarve, com 21,7 mil milhões de euros (19,8 mil milhões de euros em 2024). Estas regiões representavam, no seu conjunto, 80,5% do total do stock de IDE em Portugal.
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