Data: 04/04/2011
Mês: Abril
Ano: 2011
No 4º trimestre de 2010, a necessidade líquida de financiamento da economia portuguesa fixou-se em 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) (ano acabado em cada trimestre para todos os dados), menos 0,7 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre anterior. Para esta evolução contribuiu principalmente a redução da necessidade líquida de financiamento das Administrações Públicas, de 10,1% para 8,7% do PIB, entre o 3º trimestre e 4º trimestre de 2010. Nos restantes sectores, é de assinalar o aumento da necessidade de financiamento das Sociedades não Financeiras de 5,6% para 6,1% do PIB entre o 3º e o 4º trimestre de 2010. 
O sector das Sociedades Financeiras aumentou ligeiramente a sua capacidade líquida de financiamento, de 2,1% para 2,2% do PIB, do 3º trimestre para o 4º trimestre de 2010. O sector das Famílias registou uma redução da sua capacidade líquida de financiamento em 0,2 p.p.

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No ano acabado no 4º trimestre de 2010, o Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 166.698 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia superior à do PIB em 1,5 p.p. Esta variação reflecte o aumento dos rendimentos primários com o exterior, que originou uma aproximação entre os dois agregados. Por outro lado, o Rendimento Disponível Bruto fixou-se em 168.000 milhões de euros, apresentando uma taxa de variação em cadeia inferior em 0,4 p.p. à do Rendimento Nacional Bruto devido à diminuição do saldo das transferências correntes com o exterior.

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Em termos homólogos, no 4º trimestre de 2010 o PIB em preços correntes variou 2,3% e a Necessidade Líquida de Financiamento da economia registou uma variação homóloga de -10,4%.

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No ano acabado no 4º trimestre de 2010, o Investimento Bruto (em percentagem do PIB) da economia portuguesa apresentou uma redução de 0,2 p.p. e a Poupança Bruta (em percentagem do PIB) registou um aumento de 0,2 p.p., o que contribuiu para a diminuição da Necessidade Líquida de Financiamento de Portugal junto do exterior em 0,7 p.p. face ao ano acabado no 3º trimestre de 2010. Ao nível do total da economia, e para o mesmo período, a Poupança aumentou para 9,2% do PIB e o Investimento Bruto baixou para 19,0% do PIB.

A Poupança (em percentagem do PIB) das Administrações Públicas e das Famílias registou, no ano acabado no 4º trimestre de 2010, variações de 0,5 p.p. e -0,4 p.p., respectivamente, face ao ano acabado no 3º trimestre, fixando-se em -6,6% e 7,2% do PIB. Por sua vez, a Poupança das Sociedades não Financeiras e das Sociedades Financeiras, registou um aumento de 0,0 p.p. e 0,1 p.p., para 5,8% e 3,9% do PIB.

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O Investimento Bruto (em percentagem do PIB) das Famílias, das Sociedades não Financeiras e das Administrações Públicas registou uma variação de -0,1 p.p., 0,1 p.p. e 0,0 p.p., fixando-se em 3,5%, 12,1% e 2,8% do PIB, respectivamente. Por sua vez, o Investimento Bruto das Sociedade Financeiras manteve-se inalterado em relação ao trimestre anterior, fixando-se em 1,0% do PIB.

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No ano acabado no 4º trimestre de 2010, a remuneração média da economia portuguesa registou uma variação de 1,5% (VH, mm4), menos 0,8 p.p. que no ano acabado no trimestre anterior.

No ano acabado no 4º trimestre de 2010, a produtividade nominal da economia portuguesa variou 4,4% (VH, mm4), o que compara com 3,9% (VH, mm4) registado no ano acabado no trimestre anterior. Trata-se da variação mais alta registada desde o 1º trimestre de 2008, inclusive.

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No ano acabado no 4º trimestre de 2010, a produtividade real da economia portuguesa variou 3,0% (VH, mm4), o que compara com 2,7% (VH, mm4) registado no ano acabado no trimestre anterior. Trata-se da variação mais alta registada desde o início da série histórica começada no 1º trimestre de 1999.

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No ano acabado no 4º trimestre de 2010, a variação real dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa variou -2,8% (VH, mm4), o que compara com -1,5% (VH, mm4) registada no ano acabado no trimestre anterior.

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Numa análise comparativa entre os CTUP reais e nominais, verifica-se que, no ano acabado no 4º trimestre de 2010, os primeiros registaram uma variação mais acentuada do que os segundos.

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DADOS ANUAIS

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