Data: 27/07/2018
Mês: Julho
Ano: 2018
O INE divulgou hoje a publicação “Estudos sobre Estatísticas das Empresas: Inquérito aos Custos de Contexto”. Esta publicação sintetiza os resultados da segunda edição do Inquérito aos Custos de Contexto (IaCC), com referência a 2017.
 
Este inquérito incidiu sobre nove potenciais áreas de obstáculo à atividade das empresas: início de atividade, licenciamentos, indústrias de rede, financiamento, sistema judicial, sistema fiscal, carga administrativa, barreiras à internacionalização e recursos humanos. As empresas foram inquiridas sobre os níveis de obstáculo que percecionam nos diversos domínios e sobre a evolução entre 2012 e 2014. Desta forma, entendem-se como custos de contexto os efeitos negativos decorrentes das regras, procedimentos, ações e/ou omissões que prejudicam a atividade das empresas e que não são imputáveis ao investidor, ao negócio ou à organização.
 
Em 2017, o indicador global de custos de contexto registou um valor intermédio de 3,05 pontos numa escala de 1 a 5, semelhante ao registado em 2014. O sector do Alojamento e restauração continuou a apresentar o valor mais elevado (3,16 pontos), apesar da diminuição face a 2014 (-0,05). As empresas de pequena e média dimensão continuam a ser aquelas que apresentaram o indicador mais elevado, 3,09 pontos (+0,02 que em 2014), enquanto as de micro dimensão percecionam níveis de custos de contexto mais baixos (2,94 em 2017, -0,4 que em 2014).
 
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(Gráficos: INE)

 

Entre os domínios analisados, as empresas identificaram os maiores obstáculos à sua atividade no sistema judicial (3,68), seguido dos licenciamentos (3,43) e do sistema fiscal (3,26). O maior aumento foi registado no domínio dos recursos humanos (+0,17 pontos para 2,93), refletindo principalmente as dificuldades na contratação de trabalhadores (+0,28) e no acesso a técnicos qualificados (+0,23).

 

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(Gráfico: INE)

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