Data: 16/07/2020
Mês: Julho
Ano: 2020

O Banco de Portugal publica hoje as estatísticas das empresas da central de balanços relativas ao 1º trimestre de 2020.

De acordo com o Banco de Portugal, no 1º trimestre de 2020, a rendibilidade do ativo (EBITDA/activo) das empresas não financeiras foi de 7,6%, valor inferior em 0,2 pontos percentuais (pp) ao do 4º trimestre de 2019. A rendibilidade das empresas privadas diminuiu 0,6 pp nos sectores das indústrias e do comércio, 0,2 pp no sector das sedes sociais e 0,1 pp nos sectores da construção e dos transportes e armazenagem. A rendibilidade aumentou 0,1 pp no sector da eletricidade e não se alterou no sector dos outros serviços.

As empresas públicas apresentaram uma redução da rendibilidade de 1,1 pp. Por classe de dimensão, a rendibilidade das PME decresceu 0,2 pp, para 6,9% no 1º trimestre do ano, e a das grandes empresas diminuiu 0,4 pp, para 9,6%.

A autonomia financeira (capital próprio/total do activo) fixou-se em 39,0%, o que corresponde a um aumento de 0,1 pp face ao final de 2019. A autonomia financeira aumentou nos sectores das indústrias, da construção e do comércio, mas diminuiu nos sectores da eletricidade e dos transportes e armazenagem. Os outros serviços e as sedes sociais não apresentaram alterações neste indicador. O peso dos financiamentos obtidos no total do activo decresceu 0,1 pp, para 33,0%, no 1º trimestre de 2020.

O custo do financiamento (gastos de financiamento/financiamentos obtidos) foi de 3,2%, valor igual ao observado no final de 2019 e também no trimestre homólogo.

O rácio de cobertura de gastos de financiamento (EBITDA/gastos de financiamento) situou-se em 7,1, o que corresponde a uma redução de 0,3 face ao trimestre anterior e a um aumento de 0,1 relativamente ao período homólogo. Por comparação com o período homólogo, os sectores da eletricidade, do comércio e dos outros serviços registaram aumentos de 1,3, de 0,5 e de 0,2, respectivamente. Pelo contrário, as empresas públicas, as sedes sociais e as indústrias apresentaram diminuições no rácio de cobertura de gastos de financiamento de 1,3, de 1,0 e de 0,8, respectivamente. Os restantes sectores de atividade apresentaram variações marginais ou estabilização neste indicador.

 

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(Gráficos: Banco de Portugal)

 

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