Data: 08/07/2021
Mês: Julho
Ano: 2021

De acordo com o Banco de Portugal, a economia portuguesa apresentou, no ano acabado no 1º trimestre de 2021, uma capacidade de financiamento de 0,2% do PIB.

Este resultado reflete as capacidades de financiamento dos particulares e das sociedades financeiras (respetivamente de 7,0% e 2,1% do PIB), que, em conjunto, excederam as necessidades de financiamento das administrações públicas e das sociedades não financeiras (respetivamente de 6,8% e 2,2% do PIB).

Em comparação com igual período de 2020, a capacidade de financiamento da economia portuguesa reduziu-se em 1,2 pontos percentuais (pp). Esta redução reflete, sobretudo, o incremento da necessidade de financiamento das administrações públicas, em 6,7 pp, e o aumento da capacidade de financiamento dos particulares em 4,9 pp. Observou-se ainda uma redução da necessidade de financiamento das sociedades não financeiras em 0,8 pp e uma diminuição da capacidade de financiamento das sociedades financeiras em 0,2 pp.

 

 

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(Gráfico: Banco de Portugal)

 

No que respeita às posições em fim de período, os particulares e as sociedades financeiras evidenciaram um aumento dos ativos financeiros líquidos respetivamente, de 18,0 pp e de 4,6 pp do PIB face ao trimestre homólogo; pelo contrário as administrações públicas e as sociedades não financeiras registaram uma diminuição dos ativos financeiros líquidos de 14,9 pp e de 13,1 pp, face ao 1º trimestre de 2020. Estas evoluções refletem as transações e outras variações de volume e preço no período em análise, assim como o efeito da redução do PIB nestes rácios.

No final do 1º trimestre de 2021, a economia portuguesa apresentava uma posição financeira líquida face ao resto do mundo de -104,9% do PIB, que compara com -99,5% do PIB no final do trimestre homólogo de 2020.

 

 

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(Gráfico: Banco de Portugal)

 

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