Estudos de Temas Económicos
- Data: 06-10-2021
- Autor(es): Gabriel Osório de Barros
- Ano: 2021
A evolução das tecnologias de informação e comunicação e a transição para uma sociedade cada vez mais digital registaram progressos nos últimos anos, mas tiveram um impulso particularmente relevante devido à pandemia da Covid-19. A rápida transição digital que ocorreu desde então permitiu que os atores, públicos e privados, encontrassem rapidamente soluções para muitos dos desafios, por exemplo, em termos de melhoria das ferramentas digitais que possibilitaram o trabalho e a aprendizagem remotos. Nesse contexto, a pandemia Covid-19 impulsionou fortemente a transformação digital.
Este Tema Económico é publicado na sequência dos anteriores sobre “A Economia da Cibersegurança” e a “Cibersegurança em Portugal” e procura fazer uma avaliação da área digital em Portugal, tendo em conta os diferentes atores (famílias/cidadãos, empresas e Estado/administração pública) e os principais temas em discussão nesta área (adoção digital, comércio eletrónico, inovação, inteligência artificial, cibersegurança e qualificações), comparando as informações, quando possível, com outros países. Além disso, embora ainda haja pouca informação disponível, o estudo inclui dados sobre o impacto da pandemia da Covid-19 na área digital.
Considerando a situação atual de Portugal e a importância da digitalização para o crescimento da economia, o documento aponta 5 principais desafios que o país enfrenta no caminho da transformação digital da economia e da sociedade: (i) competências e literacia digitais adequadas, (ii) combate à desigualdade digital (quanto à geografia, sexo, idade, nível de literacia ou rendimento), (iii) futuro do teletrabalho, (iv) cibersegurança e privacidade, e (v) investimento em inovação e em investigação e desenvolvimento.
O documento também destaca a necessidade de garantir uma utilização eficiente dos fundos europeus, em particular do Plano de Recuperação e Resiliência. O Plano de Recuperação e Resiliência é transversal e está associado a outros programas principais como o Quadro Financeiro Plurianual 2021-27 (incluindo o Portugal 2030), o plano de ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais e a estratégia incluída na Década Digital.
- Data: 31-08-2020
- Autor(es): Vanda Dores e Tiago Domingues
- Ano: 2020
O estudo apresentado neste documento visa contribuir para a correta medição da importância económica da atividade seguradora em Portugal, tendo como objetivo principal, para além da caracterização setorial da Atividade Seguradora, estimar os impactos diretos, indiretos e induzidos do Ramo Segurador na economia Portuguesa.
TE 88 - A importância Macroeconómica do Ramo Segurador em Portugal: Análise Input-Output
TE 87 - Comércio internacional português do Vinho - 2017 a 2019 e período de Janeiro-Abril 2019-2020
- Data: 17-08-2020
- Autor(es): Walter Anatole Marques
- Ano: 2020
O “Vinho” abordado neste trabalho reporta-se ao vinho de uvas frescas, espumantes incluídos, e
mostos de uvas exceto sumos, designações incluídas na posição pautal da Nomenclatura Combinada /
Sistema Harmonizado com o código a quatro dígitos 2204.
Ao longo dos três últimos anos a exportação portuguesa de Vinho pesou cerca de 11% na exportação
de produtos “Agro-alimentares” (1,4% da exportação global), tendo o seu valor subido sustentadamente.
Neste período, o valor das importações de Vinho face ao das exportações subiu de 17,6%, em 2017,
para 20,6% em 2019.
- Data: 05-08-2020
- Autor(es): Guida Nogueira e Paulo Inácio
- Ano: 2020
Ainda não é totalmente conhecida a dimensão da quebra no comércio internacional por via da disrupção das cadeias de fornecimentos e da redução da procura externa, nem o que irá acontecer ao comércio internacional na retoma. No entanto, tendo em conta o desfasamento nas situações epidemiológicas nos vários cantos do globo, as diferentes respostas à pandemia e os impactos associados, é provável que numa primeira fase da retoma da economia europeia, as cadeias de valor prossigam num formato mais regional, o que pode criar algumas oportunidades de exportação para a economia portuguesa.
Num contexto de elevada incerteza quanto à retoma da atividade económica fora da UE, alguns setores da economia portuguesa podem ser ativados, pelo menos temporariamente, para abastecer os mercados da UE substituindo os respetivos fornecedores de origem extracomunitária. Na literatura do comércio internacional este fenómeno é conhecido como um efeito de desvio de comércio. Neste cenário, cria-se uma oportunidade importante para que as empresas portuguesas absorvam competências no curto-prazo, ganhem escala e consigam afirmar-se no contexto europeu no médio-longo prazo.
- Data: 24-07-2020
- Autor(es): Walter Anatole Marques
- Ano: 2020
As exportações portuguesas de calçado, sustentadamente crescentes desde o início da década de 80, atingindo 1,7 mil milhões de Euros em 2001, decresceram a partir de então, tendo-se mantido num patamar médio de 1,3 mil milhões entre 2005 e 2009.
A partir de 2009, assistiu-se a uma recuperação sustentada do crescimento destas exportações, que atingiram os 2 mil milhões de Euros em 2017, para decrescerem nos dois anos seguintes, tendo-se situado em 1,8 mil milhões de Euros em 2019. Em 2019, o valor das importações de calçado, incluindo as matérias-primas, representou 46,5% das exportações (...)
TE 85 - Portugal no mundo do calçado - CI 2017-2019 e Janeiro-Maio 2019-2020.pdf
- Data: 15-07-2020
- Autor(es): Eugénia Pereira da Costa, Catarina Leitão Afonso, Francisco Pereira e Paulo Inácio
- Ano: 2020
O comportamento do setor da construção em Portugal no período 2008 a 2018 caraterizou-se por uma crescente deterioração observável nos vários segmentos de atividade associados. Relativamente aos três principais mercados, Construção Residencial, Construção Não Residencial e Mercado da Engenharia Civil, de acordo com o Euroconstruct, previa-se um agravamento da situação até 2013 seguido de uma ténue recuperação a partir de 2015. Neste estudo apresenta-se uma breve análise da importância do setor da construção na economia nacional bem como uma caraterização conjuntural. É também analisado o comportamento relativo da atividade da construção nacional em contexto europeu, região onde também se observou a degradação dos resultados deste setor no período em análise.
Dada a relevância deste setor para a economia, tanto no plano nacional como internacional, o seu desempenho é motivo de preocupação, originando, por parte das instituições governamentais, a produção de estratégias de políticas públicas de apoio à reconversão, revitalização e reorientação do setor no sentido de reganhar competitividade de forma sustentável. Neste sentido, o presente estudo inicia-se com a análise da importância do setor da construção na economia nacional entre 2008 e 2018, incidindo-se no valor acrescentado bruto, investimento (FBCF) e emprego. No ponto seguinte é feita uma caraterização do setor da construção em Portugal, onde foi destacado vários indicadores de atividade, a evolução do emprego, número de empresas, volume de negócios, produção, entre outros indicadores. (...)
TE84 - Evolução do Setor da Construção em Portugal 2008-2018.pdf
- Data: 07-07-2020
- Autor(es): Ricardo Pinheiro Alves e Tiago Domingues
- Ano: 2020
O presente estudo resulta de uma iniciativa conjunta entre o Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia e da Transição Digital e o Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) do Ministério da Agricultura, tendo sido publicado previamente em Julho de 2020 na edição nª 19 “Macroeconomia e Agricultura” da revista Cultivar – Cadernos de Análise e Prospetiva.
- Data: 04-06-2020
- Autor(es): Vários autores
- Ano: 2020
A retoma da economia portuguesa é o primeiro passo para minimizar a perda de rendimentos e o aumento do desemprego que os efeitos do Covid-19 provocaram. Até ao momento, a pandemia afetou significativamente a atividade das empresas e a vida das famílias, traduzindo-se num choque económico simultâneo na oferta e na procura, mas em que o segundo terá provavelmente maior magnitude.
Na primeira fase, as medidas de apoio visaram minimizar os efeitos económicos adversos, que atingiram os países de forma assimétrica e em períodos distintos. Na fase de retoma os apoios deverão ser orientados para as áreas com maior potencial para dinamizar o crescimento e a criação de emprego. Neste âmbito, a estratégia de retoma da economia portuguesa deverá ter em conta o impulso na transição para uma economia digital e as consequentes alterações nos processos produtivos, os efeitos do endividamento da economia na procura agregada e as alterações previstas no comércio internacional e no funcionamento das cadeias de valor em virtude da pandemia e que irão condicionar a recuperação nos tempos mais próximos.
- Data: 20-05-2020
- Autor(es): Rita Bessone Basto, Paulo Inácio, Guida Nogueira, Ricardo Pinheiro Alves e Sílvia Santos
- Ano: 2020
1 – Este documento procura analisar alguns canais de transmissão do impacto da crise na economia portuguesa e identificar os sectores de actividade potencialmente mais afectados. Realce-se que este trabalho não pretende avaliar os custos totais para a economia portuguesa do Covid-19. Isso implicaria um modelo de equilíbrio geral, ao qual o GEE não tem acesso e cujos resultados na presente conjuntura de elevada incerteza seriam sempre limitados na sua interpretação.
2 - O objetivo final é contribuir para uma maior selectividade na definição de políticas públicas pelo Ministério da Economia, no contexto actual, incluindo a definição de prioridades sectoriais para a recuperação económica. Para além da mitigação dos efeitos negativos de curto prazo associados a estes choques, pretende-se ainda que as medidas possam evitar disrupções na actividade produtiva destes sectores que comprometam a sua capacidade de contribuírem para o futuro crescimento da economia.
- Data: 31-03-2020
- Autor(es): Walter Anatole Marques
- Ano: 2020
Estas séries anuais visam reunir informação que permita ao utilizador efetuar uma análise, com algum detalhe, da evolução do comércio internacional português ao longo dos últimos seis anos (2014 a 2019).
Os dados de base aqui utilizados foram extraídos do Portal do INE, correspondendo 2014 a 2017 a versões definitivas, 2018 a uma versão provisória e 2019 a uma versão preliminar, com última atualização em 07-02-2020.
TE 80 -Comércio Internacional de Mercadorias Séries Anuais-2014 a 2019.pdf






