Estudos de Temas Económicos
- Data: 14-12-2022
- Autor(es): Walter Anatole Marques
- Ano: 2022
Apresentam-se neste trabalho indicadores de evolução em Valor, Volume e Preço das importações e das exportações portuguesas de mercadorias, calculados para o período acumulado de Janeiro a Setembro de 2022, a preços do período homólogo de 2021.
Para o cálculo dos índices de preço, as posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-8), relativas às importações e às exportações de mercadorias com movimento nos dois anos, foram agregadas em 11 grupos e 38 subgrupos de produtos afins (ver Anexo).
- Data: 09-12-2022
- Autor(es): Gabriel Osório de Barros | Inês Póvoa
- Ano: 2022
O turismo é um sector essencial para a economia portuguesa, permitindo o aumento de receitas para a economia e para o Estado, a criação de emprego, novas oportunidades de negócio, e dinamizando as várias regiões, atrativas pela qualidade das infraestruturas, produtos e serviços, nomeadamente a hotelaria, bem como pelo seu interesse cultural e histórico. Além desses fatores, o sector do turismo também conta com a qualidade do ambiente natural, água limpa, ar puro, clima agradável e qualidade do ecossistema. Importa, por isso, garantir que o contributo económico e social deste sector segue padrões de sustentabilidade ambiental.
O presente Tema Económico analisa um conjunto indicadores de sustentabilidade para posicionar o ecossistema turístico em Portugal, em comparação com a União Europeia, nomeadamente a capacidade e os desafios para contribuir para a concretização dos objetivos de neutralidade climática e sustentabilidade.
Nesse contexto:
- É importante que o sector do turismo, nomeadamente em Portugal, continue a ponderar os seus impactos em termos ambientais, mitigando as atividades adversas e seguindo as melhores práticas para reduzir o seu impacto ambiental;
- As empresas devem melhorar a sua gestão e planeamento ambiental, aumentar a consciência ambiental e contribuir para a proteção e preservação do meio ambiente;
- Tanto a divulgação de boas práticas como a sensibilização para comportamentos mais sustentáveis (e.g., “slow travel”, “pegada ecológica zero” ou “diga não ao plástico”) são essenciais não só para que os empreendimentos se tornem mais sustentáveis como também para tornar os viajantes mais responsáveis pelo seu comportamento;
- A alta prevalência da atividade económica dependente do turismo cria pressões em termos de sustentabilidade ambiental que devem ser abordadas por políticas públicas.
Este tema ganhou uma relevância adicional com a “Agenda Europeia para o Turismo 2030”, recentemente aprovada pelo Conselho da União Europeia, a 1 de dezembro de 2022. Esta Agenda resulta, em grande parte, do compromisso assumido durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia. Cabe agora à Comissão Europeia e aos Estados-Membros implementar e acompanhar a aplicação do Plano de Trabalhos Plurianual da União Europeia que consta da Agenda, reforçando a competitividade assente num modelo de turismo circular e sustentável.
TE108 - Environmental impact of tourism in Portugal – comparative analysis and challenges.pdf
- Data: 08-11-2022
- Autor(es): Walter Anatole Marques
- Ano: 2022
Neste trabalho vai-se analisar a evolução recente das importações e exportações do conjunto das máquinas e unidades de informática, dispositivos semicondutores e circuitos integrados electrónicos, produtos que constituem o subgrupo “Informática, memórias e circuitos integrados” do grupo “Máquinas, aparelhos e partes”, um dos onze grupos em que integramos habitualmente os produtos da Nomenclatura Combinada, a que se acrescentam as “Partes e acessórios de máquinas de processamento de dados”, que fazem parte do subgrupo “Outras máquinas e aparelhos mecânicos”.
TE 107 - Máq. Inform, semic. e circuitos_2020-21 e JAgo 21-22 .pdf
- Data: 25-10-2022
- Autor(es): Walter Anatole Marques
- Ano: 2022
As importações anuais portuguesas de mercadorias com origem na Argélia evoluíram de forma irregular desde o início do século. Por sua vez as exportações com aquele destino, tendo crescido entre 2000 e 2007 de 25 para 80 milhões em 2007, continuaram a aumentar, sustentadamente até 2014, alcançando 588 milhões de Euros. Iniciaram-se então decréscimos sucessivos até 160 milhões em 2020, invertendo-se a tendência no ano seguinte, com 204 milhões de Euros.
- Data: 24-10-2022
- Autor(es): Ana Martins | Mariana Santos
- Ano: 2022
A crise financeira e da dívida soberana demonstrou a centralidade de uma atuação, tanto pelas empresas, como de política pública, focada na sustentabilidade económico-financeira das empresas portuguesas. Nos últimos anos, tornou-se ainda mais evidente essa necessidade com a pandemia Covid-19 e a invasão da Ucrânia pela Rússia. A presente análise constata a resiliência do tecido empresarial português ao choque exógeno associado a um motivo sanitário, provocado pela pandemia Covid-19, fruto de um esforço de anos pré-pandémicos que permitiu às empresas encarar o choque mais fortalecidas, mas que manifestou também a eficácia das políticas públicas implementadas no período pandémico. As conclusões quanto à resiliência da situação económico-financeira das empresas portuguesas face à invasão da Ucrânia pela Rússia são preliminares, uma vez que as principais consequências associadas ao conflito ainda se encontram presentes e perspetivam-se impactos mais fortes na atividade económica nos próximos trimestres.
- Data: 17-10-2022
- Autor(es): Walter Anatole Marques
- Ano: 2022
Analisa-se neste trabalho a evolução da importação e exportação do conjunto dos produtos da “Madeira, cortiça, e suas obras” (excluindo o mobiliário de madeira e obras de espartaria e cestaria) no período de 2017 a 2021 (versões definitivas) e 1º Semestre de 2021 e 2022 (versão preliminar para 2022, com última actualização em 09-09-2022), a partir de dados de base do Instituto Nacional de Estatística (INE).
No período em análise as importações deste conjunto de produtos pesaram em média 1,3% nas importações globais e 3,0% nas exportações.
- Data: 27-09-2022
- Autor(es): Walter Anatole Marques
- Ano: 2022
Portugal é detentor de uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) a nível europeu e mundial. Com 1,7 milhões de Km2 de espaço marítimo, compreende três sub-áreas: Continente (cerca de 288 mil Km2), Açores (931 mil Km2) e Madeira (442 mil Km2). Decorre junto das Nações Unidas um processo que visa a extensão da plataforma continental para além das 200 milhas, que aumentará para 4,1 milhões de Km2 os direitos de soberania, para além da Zona Económica Exclusiva (ZEE), para efeitos de conservação, gestão e exploração de recursos naturais do solo e subsolo marinhos.
- Data: 27-09-2022
- Autor(es): Walter Anatole Marques
- Ano: 2022
Moçambique é um dos estados-membros da “Southern Africa Development Community – Comunidade de Desenvolvimento da África Austral” (SADC),
Esta Comunidade integra actualmente dezasseis países: Africa do Sul, Angola, Botswana, Comores, Eswatini (a antiga Suazilândia), Lesotho, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Congo (RD), Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.
Organização criada em 1992, na sequência do fim do apartheid na África do Sul, sucedendo à SADCC, esta criada em 1980 por nove dos actuais membros da SADC, tem entre os seus principais objectivos aprofundar a cooperação económica e estimular o comércio de produtos e serviços entre os seus membros. As línguas oficiais são o inglês, o português e o francês.
- Data: 22-08-2022
- Autor(es): Walter Anatole Marques
- Ano: 2022
A exportação portuguesa de calçado, sustentadamente crescente desde o início da década de 80 do século passado, atingiu 1,7 mil milhões de Euros em 2001, tendo decrescido a partir de então. Manteve-se num patamar em torno de 1,3 mil milhões de Euros entre 2005 e 2009, tendo-se assistido então a um acréscimo sucessivo, atingindo 2 mil milhões de Euros em 2017. Decresceu depois até 1,5 mil milhões, em 2020, invertendo-se nesse ano a tendência decrescente para se situar em 1,7 mil milhões de Euros em 2021.
TE 101 Evolução da Exportação e Importação de calçado 2017-2021 e 1. Semestre 2021-2022.pdf
- Data: 14-07-2022
- Autor(es): Nuno Xavier | Gabriel Osório de Barros
- Ano: 2022
O recurso às tecnologias digitais adquiriu uma expressão relevante nos últimos anos, nomeadamente nos domínios laboral, do comércio eletrónico, mas também da vida pessoal dos cidadãos. Esse aumento foi particularmente expressivo em consequência da pandemia da Covid-19 e do aumento substancial de “digital uptake”.
Mais recentemente, face ao conflito na Ucrânia deparamo-nos com uma realidade, em que os alvos estratégicos estão não apenas no plano territorial e material, mas também no plano digital. Tal contexto tem suscitado um aumento da importância do digital, em termos de agenda dos países, face à necessidade de garantir a autonomia estratégica e a sua soberania.
Neste artigo apresentamos os conceitos de soberania e soberania digital, o estado atual e contexto em relação a este tema, e focamos a nossa atenção no que em concreto são as políticas, estratégia e resultados alcançados na Europa e em Portugal.



