Data: 29/06/2011
Mês: Junho
Ano: 2011

No 1º trimestre de 2011, a necessidade líquida de financiamento da economia portuguesa fixou-se em 7,7% do Produto Interno Bruto (PIB - ano acabado em cada trimestre para todos os dados), menos 0,7 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre anterior. Para esta evolução, contribuiu principalmente a redução da necessidade líquida de financiamento das Administrações Públicas de 9,2% para 8,7% do PIB entre o 4º trimestre de 2010 e o 1º trimestre de 2011 e, em menor grau, o aumento da capacidade de financiamento das Famílias (de 3,9% para 4,1% do PIB, entre o 4º trimestre de 2010 e o 1º trimestre de 2011). Nos restantes sectores, é de assinalar o aumento da necessidade de financiamento das Sociedades não Financeiras de 5,5% para 5,7% do PIB entre o 4º trimestre de 2010 e o 1º trimestre de 2011. O sector das Sociedades Financeiras aumentou a sua capacidade líquida de financiamento, de 2,3% do PIB para 2,5% do PIB, do 4º trimestre de 2010 para o 1º trimestre de 2011.

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No ano acabado no 1º trimestre de 2011, o Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 167.421 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia superior à do PIB em 0,2 p.p. Esta variação reflecte o aumento dos rendimentos primários com o exterior, que originou uma aproximação entre os dois agregados. Por outro lado, o Rendimento Disponível Bruto fixou-se em 168.946 milhões de euros, apresentando uma taxa de variação em cadeia superior em 0,1 p.p. à do Rendimento Nacional Bruto devido ao aumento do saldo das transferências correntes com o exterior.

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Em termos homólogos, no 1º trimestre de 2011 o PIB em preços correntes variou 1,9% e a Necessidade Líquida de Financiamento da economia registou uma variação homóloga de -15,7%.

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No ano acabado no 1º trimestre de 2011, o Investimento Bruto (em percentagem do PIB) da economia portuguesa apresentou uma redução de 0,2 p.p. e a Poupança Bruta (em percentagem do PIB) registou um aumento de 0,5 p.p., o que contribuiu para a diminuição da Necessidade Líquida de Financiamento de Portugal junto do exterior em 0,7 p.p. face ao ano acabado no 4º trimestre de 2010. Ao nível do total da economia, e para o mesmo período, a Poupança aumentou para 9,7% do PIB e o Investimento Bruto baixou para 18,8% do PIB.

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A Poupança (em percentagem do PIB) das Administrações Públicas e das Famílias registou, no ano acabado no 1º trimestre de 2011, variações de 0,5 p.p. e 0,2 p.p., respectivamente, face ao ano acabado no 4º trimestre de 2010, fixando-se em -6,1% e 7,3% do PIB. Por sua vez, a Poupança das Sociedades não Financeiras registou uma diminuição de 0,5 p.p. e a Poupança das Sociedades Financeiras registou um aumento de 0,3 p.p., para 5,4% e 4,4% do PIB, respectivamente.

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O Investimento Bruto (em percentagem do PIB) das Sociedades não Financeiras e o Investimento Bruto das Administrações Públicas registaram uma variação de -0,1 p.p., fixando-se em 11,5% e 3,2% do PIB, respectivamente. Por sua vez, o Investimento Bruto das Sociedade Financeiras e das Famílias manteve-se inalterado em relação ao trimestre anterior, fixando-se em 1,0% e 3,4% do PIB, respectivamente.

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No ano acabado no 1º trimestre de 2011, a remuneração média da economia portuguesa registou uma variação de 1,2% (VH, mm4), menos 0,4 p.p. que no ano acabado no trimestre anterior.

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No ano acabado no 1º trimestre de 2011, a produtividade nominal da economia portuguesa variou 3,4% (VH, mm4), o que compara com 4,0% (VH, mm4) registado no ano acabado no trimestre anterior.

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No ano acabado no 1º trimestre de 2011, a produtividade real da economia portuguesa variou 2,3% (VH, mm4), o que compara com 2,9% (VH, mm4) registado no ano acabado no trimestre anterior.

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No ano acabado no 1º trimestre de 2011, a variação real dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa variou -2,1% (VH, mm4), o que compara com -2,3% (VH, mm4) registada no ano acabado no trimestre anterior.

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Como consequência da redução do crescimento da remuneração média e da produtividade real, o crescimento dos custos do trabalho por unidade produzida (CTUP) nominais aumentou no 1º trimestre de 2011.

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Numa análise comparativa entre os CTUP reais e nominais, verifica-se que, no ano acabado no 1º trimestre de 2011, os primeiros registaram uma variação mais acentuada do que os segundos.

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